"O solo de oboé há muito já deu lugar a uma grande orquestra. Desligo o rádio e espero pela bola colorida de futebol. No banco de trás do carro, meu filho dorme." (Adriana Lisboa, Aventura)
Durante o conto enteiro foi interessante imaginar o que ela escreveu. A coisa com Adriana Lisboa que é tão diferente é que ela trata de coisas tão normais. Todo dia nos vivemos o que ela está descrevendo. A coisa bonita da sua leitura é a simplicidade que tem. Quantas vezes nos paramos de pensar nas coisas simples e boas? Ninguem que já li pode achar simplicidade tão especial. Falar a verdade, não tem climax, não tem desenvolvimento, mas tem desfecho, eu acho. Esta passagem, para mim, descreve a vida boa, simples, e contente que eles tem como uma família. Escutando música boa, pensando no filho de tras, no banco dormindo, tem algo melhor? Como pais, estes são momentos que faz lembrar que a vida é assim, boa e simples.
Também acho que o tema mais óbvio deste conto foi a descrição do ambiente ou talvez o tono do conto. Ao ler, sentimos aquele tranquilidade que a protagonista (a mulher) tem. Adriana Lisboa delineou bem o conceito da paz de consciência daqueles que tem mais conforto financeiramente.
ReplyDeleteTambém acho que podia ser um comentário no facto que nós observamos tanto como seres humanos e normalmente nem percebemos que estamos a observar. A escritora é tão meticulosa na sua descrição e assim nós vemos o nosso mundo, só sem mesmo saber que está a passar ao nosso redor.
ReplyDeleteGostei dessa parte muito. Realmente ela estava contando daqueles momentos no carro. A vida talvez seria diferente por cada pessoa se fizessem isso. O conto foi bem simples mesmo e como concordo com vocé quando vocé falou que não tem climax nem defecho.
ReplyDelete